17 Fevereiro 2008
Pós-ridiculismo
Call for poems.
Será o Pós-ridiculismo o futuro da Arte? Temos de organizar uma workshop.
Pós-ridiculismo
«Depois do fulgor do movimento Ridiculista, pergunto-me se a Arte não estará prestes a atingir a fase Pós-ridiculista da sua história.
Aguardo impaciente a visão dos meus geniais compagnons-d'art.»
Será o Pós-ridiculismo o futuro da Arte? Temos de organizar uma workshop.
06 Junho 2007
O Ridiculismo foi eliminado...
...da Wikipédia.
Por conteúdo impróprio.
Não desejaria mais indicado tratamento, Obrigado.
Por conteúdo impróprio.
Não desejaria mais indicado tratamento, Obrigado.
03 Maio 2006
Ridiculismo na Wikipédia
O Ridiculismo já está definido na Wikipédia em língua portuguesa! Está aqui: Ridiculismo.
Agora, ninguém pára o Ridiculismo!
Agora, ninguém pára o Ridiculismo!
20 Fevereiro 2006
Poema Enter dois espaços
31 Janeiro 2006
Medo... Muiiiiito medo...
Em breve, no Ridiculista®...
[E quê, conheces aquela história daquela Bruxa?...]
[E quê, conheces aquela história daquela Bruxa?...]
30 Janeiro 2006
Dura realidade?…
[…]
Quis escrever e não consegui. Guardei apenas esta ideia de uma enchorrilhada de informação, poesia e ridiculismo que tinha para vós:
A mensagem The page cannot be displayed deixou-me incrédulo face à informação perdida. Terá a censura chegado? Se assim o não é, o efeito foi o mesmo. Prefiro acreditar que não foi o destino que votou ao esquecimento eterno o que queria deixar em memória. Porque - e parafraseando o Poeta - a mim, ninguém me cala!
Quis escrever e não consegui. Guardei apenas esta ideia de uma enchorrilhada de informação, poesia e ridiculismo que tinha para vós:
A mensagem The page cannot be displayed deixou-me incrédulo face à informação perdida. Terá a censura chegado? Se assim o não é, o efeito foi o mesmo. Prefiro acreditar que não foi o destino que votou ao esquecimento eterno o que queria deixar em memória. Porque - e parafraseando o Poeta - a mim, ninguém me cala!
Be inspired...
Peço reflexão séria a respeito de um drama da vida real. Um acontecimento grotesco, cortesia dos nossos amigos do lado de lá do atlântico norte. Pense-se bem na essência do seguinte conceito:
Ser-se preso por resistência à prisão.
Ser-se preso por resistência à prisão.
Fé
Frase que emana credibilidade:
"Ninguém me disse, eu vi!"
Terás considerado a possibilidade
de ninguém acreditar em ti?
"Ninguém me disse, eu vi!"
Terás considerado a possibilidade
de ninguém acreditar em ti?
29 Janeiro 2006
Fénix...
Sou eu quem me espera, nervoso, junto à esquina dos suplícios. Sou eu quem grita, a plenos pulmões, para me guiar pelo nevoeiro junto a mim. Sou eu o meu farol, intermitente, que me impede de naufragar. Sou eu quem me faz mexer e respirar, quem me comanda e quem me dá liberdade. Quem me carrega com responsabilidade, quem me faz viver. Ridículo sou eu. Por não me fazer ser. Vou acordar. Eu sou Poeta!
Os vales e os montes
por onde passeio,
qual devaneio!
Nunca me encontres...
Não te pedi nada,
mas nunca te fugi.
Esperei sempre por ti
numa ânsia descontrolada.
E se tu me faltaste
eu nunca te reprimi.
Digo-o hoje e aqui
desde que me achaste,
não mais me deparei
com o que fui um dia.
E se dúvidas havia
também não mais o serei.
Leva-me, carrega-me nos braços.
Faz-me mostrar-lhes o que valho.
Liberta-me de todos os embaraços
da palavra. É este o meu trabalho!
Vou ser de novo, e em leves traços
trazer de volta o Poeta do Caralho!
Fazei de novo. Estamos vivos!
Os vales e os montes
por onde passeio,
qual devaneio!
Nunca me encontres...
Não te pedi nada,
mas nunca te fugi.
Esperei sempre por ti
numa ânsia descontrolada.
E se tu me faltaste
eu nunca te reprimi.
Digo-o hoje e aqui
desde que me achaste,
não mais me deparei
com o que fui um dia.
E se dúvidas havia
também não mais o serei.
Leva-me, carrega-me nos braços.
Faz-me mostrar-lhes o que valho.
Liberta-me de todos os embaraços
da palavra. É este o meu trabalho!
Vou ser de novo, e em leves traços
trazer de volta o Poeta do Caralho!
Fazei de novo. Estamos vivos!
17 Outubro 2005
Encontrei...
...o sentido último do ridiculismo!
Zwei proclamou, a 5 de Abril último, 2005 como sendo o ano em que, e passo a citar, [...]"devemos mostrar ao Mundo as nossas inovações artísticas, por que o vulgo tenha acesso à verdadeira cultura."
De lá até hoje, brindou-nos com a transcrição de dois poemas da sua autoria, que remontam aos tempos em que ainda (mal) dava beijinhos.
Obrigado, Zwei!
Tenho dito.
Zwei proclamou, a 5 de Abril último, 2005 como sendo o ano em que, e passo a citar, [...]"devemos mostrar ao Mundo as nossas inovações artísticas, por que o vulgo tenha acesso à verdadeira cultura."
De lá até hoje, brindou-nos com a transcrição de dois poemas da sua autoria, que remontam aos tempos em que ainda (mal) dava beijinhos.
Obrigado, Zwei!
Tenho dito.
02 Setembro 2005
Poema p'ra encher monte...
...que seja, então, de rosas!
Aiiii o cheiro da rosa,
tão perfumada e formosa,
a mais bela do meu jardim.
Nem foge com a primavera!
Por quem espera?
Ah! Ao menos fosse por mim.
Aiiii o cheiro da rosa,
tão perfumada e formosa,
a mais bela do meu jardim.
Nem foge com a primavera!
Por quem espera?
Ah! Ao menos fosse por mim.
02 Agosto 2005
Já não sou mais poeta
Muitos leitores apaixonados pela minha Poesia, têm-me enviado chorosas missivas implorando por mais Poesia, porque a que há não chega. Respondo-vos agora, amigos leitores. Algumas das minhas obras-primas antigas ainda não foram publicadas; mas, de facto, há já algum tempo que não produzo novas. O Poema que segue em baixo fornece algumas pistas para descortinar as razões de tanta secura poética.
© Zwei 16/4/2000
N.B. «Tinha sede de poesia e era sede de poesia» deve ler-se "Tinha sêde de poesia e era séde de poesia".
Zwei agoniante
Já não sou mais poeta
Já não sou mais poeta.
A tinta da minha pena secou de velha.
Despi minha capa de herói super-poeta,
E a minha pêra, desfi-la, já não me serve!
Minha poesia não é mais poesia!
Já ninguém me venera, já não consigo rimar.
Meus versos não têm a magia da mentira de outrora,
Quando sentia o que o leitor queria sentir
E conseguia esquecer-me de mim próprio…
Não! Já não sou mais poeta!
Ser poeta é voar alto sobre os homens,
É admirar as estrelas com que me olhas,
Saber o perfume da rosa com que me beijas,
Morder como quem beija o mármore dos teus braços.
Era poeta e era belo!
Tinha pêra e imperava,
Tinha sede de poesia e era sede de poesia.
Ah! Como era bom quando me chamavam:
«Bom dia, Sr. Poeta!»
Eu sorria, altivo — do alto de minha poesia — pinheiro alto.
Oh! Como era Poeta quando era poeta!
Não! Já não sou mais poeta!…
© Zwei 16/4/2000
N.B. «Tinha sede de poesia e era sede de poesia» deve ler-se "Tinha sêde de poesia e era séde de poesia".
Zwei agoniante
18 Julho 2005
Os cinco sentidos (3)
Homenagem ao ouvir. De forma diferente, em jeito de criação musical.
Silêncio, que se vai cantar o fado.
"Ó Maria, não vás p'ró fado!"
em dó e sol, à terceira vai ao fá
Soltou-se do seu amor,
só p'ra ir cantar o fado!
Descobriu logo em seu redor,
Guitarras em alegre cantado.
(bis)
Ó Maria vai bem atenta,
Tu cantas bem, e isso chama
O olhar de que esquenta,
Um lugar ao seu lado na cama.
(bis)
"Não tenhas medo, sou já crescida!"
Assim deixou sua mãe descansada.
Sem ter noção que a filha querida,
Ia p'ró fado, toda aperaltada...
(bis)
O seu marido, gente honesta,
Louco de amor por esta morena,
Nem imagina que a sua testa
Leva um par digno d'uma rena!
(bis)
Pobre do homem. Dá pena, coitado.
De sol a sol, não larga a enxada.
Enquanto lá, a cantar o fado,
Sua mulher sacia a rapaziada.
(bis)
Já diz o velho ditado popular
"Se um padeiro não largar o forno
e na mulher puser mais o olhar,
ou tem uma santa, ou fama de corno!"
(bis com recorte final)
Silêncio, que se vai cantar o fado.
"Ó Maria, não vás p'ró fado!"
em dó e sol, à terceira vai ao fá
Soltou-se do seu amor,
só p'ra ir cantar o fado!
Descobriu logo em seu redor,
Guitarras em alegre cantado.
(bis)
Ó Maria vai bem atenta,
Tu cantas bem, e isso chama
O olhar de que esquenta,
Um lugar ao seu lado na cama.
(bis)
"Não tenhas medo, sou já crescida!"
Assim deixou sua mãe descansada.
Sem ter noção que a filha querida,
Ia p'ró fado, toda aperaltada...
(bis)
O seu marido, gente honesta,
Louco de amor por esta morena,
Nem imagina que a sua testa
Leva um par digno d'uma rena!
(bis)
Pobre do homem. Dá pena, coitado.
De sol a sol, não larga a enxada.
Enquanto lá, a cantar o fado,
Sua mulher sacia a rapaziada.
(bis)
Já diz o velho ditado popular
"Se um padeiro não largar o forno
e na mulher puser mais o olhar,
ou tem uma santa, ou fama de corno!"
(bis com recorte final)
16 Julho 2005
Pássaras do Sul
Quero prestar-lhes a minha mais sentida homenagem. Devo-lhes o facto de não me ter tornado num pajem. Bem hajem!!
É tempo de lutar!
Entre garras desgarradas
E saias atribuladas
Solto a fera que há já tanto tempo espera
Grito aos cinco ventos
O do meio, esquerda,direita, cima e baixo
E digo-te depressa:
- Traz-me daí um cacho!!!
E eis que quando
No eixo que passa na traseira
Encontro 10 cêntimos que deveriam estar na algibeira
Penso para mim e digo:
-Está tanto frio, vou-me estender ao pé da braseira!!!!
Poema ao Inverno da Economia Portuguesa
All rights and Lefts reserved
E saias atribuladas
Solto a fera que há já tanto tempo espera
Grito aos cinco ventos
O do meio, esquerda,direita, cima e baixo
E digo-te depressa:
- Traz-me daí um cacho!!!
E eis que quando
No eixo que passa na traseira
Encontro 10 cêntimos que deveriam estar na algibeira
Penso para mim e digo:
-Está tanto frio, vou-me estender ao pé da braseira!!!!
Poema ao Inverno da Economia Portuguesa
All rights and Lefts reserved
Problemas de Poeta
Parece-me que alguém está ligeiramente centrado nas pássaras...
É caso para dizer que está a passar pelas pássaras do Algarve.
Enfim, coisa que neste momento não me importava muito.
É caso para dizer que está a passar pelas pássaras do Algarve.
Enfim, coisa que neste momento não me importava muito.
15 Julho 2005
Eterno retorno sem fim
Ouço pássaras, ouço sim
A cantar no meu jardim.
Jardim que não é meu
É nosso, dele e teu.
Era tão bonito se fosse,
Como a cor do jasmim,
Sempre assim tudo tão doce
Como a vida no jardim.
Mas cuidado com os caçadores,
Que chegada a altura certa
Se livram dos pudores!
E as passarinhas, uns amores,
Vêem então como a vida aperta,
Para se livrarem desses senhores.
A cantar no meu jardim.
Jardim que não é meu
É nosso, dele e teu.
Era tão bonito se fosse,
Como a cor do jasmim,
Sempre assim tudo tão doce
Como a vida no jardim.
Mas cuidado com os caçadores,
Que chegada a altura certa
Se livram dos pudores!
E as passarinhas, uns amores,
Vêem então como a vida aperta,
Para se livrarem desses senhores.
História Amarela
"Muito me apraz, desde que pela frente, nunca por trás."
Parafraseando o guerreiro, não o menino, mas o cavaleiro
Que se bateu com bravura, qual paladino,
Nesse combate esvoaçante que o levou à loucura.
Rocinante lancinante e galgante
Irrompeu impetuosamente pelas pássaras que
De coléricas, passaram a estridentes e histéricas.
Até hoje, assim reza a crónica.
Parafraseando o guerreiro, não o menino, mas o cavaleiro
Que se bateu com bravura, qual paladino,
Nesse combate esvoaçante que o levou à loucura.
Rocinante lancinante e galgante
Irrompeu impetuosamente pelas pássaras que
De coléricas, passaram a estridentes e histéricas.
Até hoje, assim reza a crónica.
Contagem no Regresso
Estando a Quinhentola em lume brando
Esfumando-se pela fresca brisa (...)
Eis senão quando, de gatinhas
Miaram as passarinhas (da Marisa)
Esvoaçantes e errantes
Profusamente perfurantes
Da Quinhentola já só restou
Metade do que fora antes.
Certamente alguém fumou
Ou simplesmente se "consumiou"
Nos devaneios das passarinhas.
Esfumando-se pela fresca brisa (...)
Eis senão quando, de gatinhas
Miaram as passarinhas (da Marisa)
Esvoaçantes e errantes
Profusamente perfurantes
Da Quinhentola já só restou
Metade do que fora antes.
Certamente alguém fumou
Ou simplesmente se "consumiou"
Nos devaneios das passarinhas.
Introdução ao Tríptico ao Drei
Atendendo ao apelo já um bocado longínquo do Poeta Eins, para que escrevamos uns sobre os outros, numa cadeia pré-establecida, como alguém entre nós gosta que seja, vou agora publicar três poemas dedicados ao Poeta Drei. Poemas que versam sobre as pássaras de Drei, temática permamente e latente da sua escrita, numa visão mais essencialista que existencialista, chegando mesmo, nalguns pontos, a ser neo-alpista. Desenraizado de moral, numa estética sem igual, aqui os entrego, vergando-me à magnanimidade desse Poeta Imortal. Sem mais delongas..
De fidelidade... impressões
Escalão intermédio escorre
Pela moeda fiduciária.
Juros inflaccionam
O IVA (nosso pai)
Na tributação das mais valias.
Oh Intercâmbio Mercantilista!
Deixai as taxas voar
Com a cobrança na Mercado Interno
Do PIB de todos nós.
Por uma revisão em alta...
à libra esterlina
Pela moeda fiduciária.
Juros inflaccionam
O IVA (nosso pai)
Na tributação das mais valias.
Oh Intercâmbio Mercantilista!
Deixai as taxas voar
Com a cobrança na Mercado Interno
Do PIB de todos nós.
Por uma revisão em alta...
à libra esterlina
Poema Eterno
A febre de chegar
Amanhã e depois
Pa ta ti Pa ta tá
Vacas e bois
Quero eternizar
Oh la lá!!
Sumo da uva
Passa e não deixo.
Tenho alento de Poeta.
Que se lixe o Aleixo!
Miserável existência dum
Futurismo saudosista.
TUDO!!!
in memoriam
Amanhã e depois
Pa ta ti Pa ta tá
Vacas e bois
Quero eternizar
Oh la lá!!
Sumo da uva
Passa e não deixo.
Tenho alento de Poeta.
Que se lixe o Aleixo!
Miserável existência dum
Futurismo saudosista.
TUDO!!!
in memoriam
08 Julho 2005
Passagem pela cozinha...
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Chuuuuuuuuuu?Iop net oquimum!!!!
atatatatatat....
Chuuuuuuuuuu?Iop net oquimum!!!!
atatatatatat....
07 Julho 2005
Ao retorno do (3º) filho pródigo
Fico contente por saber
que, muito tempo depois,
aqui voltas a escrever.
(Ao menos) já somos dois!
que, muito tempo depois,
aqui voltas a escrever.
(Ao menos) já somos dois!
A Sociedade deles...(2)
Nesta sociedade Ridiculista em que vivemos, julgo não haver já lugar para o antigo ladrão, aquele ladrão tradicional do "ó coleguinha...não dizes nada a ninguém, ou fodo-te a boca...", senão vejamos:
Há muito pouco tempo, um amigo meu ia pela rua, em direcção à sua Universidade, quando de repente lhe apareceu um sujeito crivado de apêndices metálicos nas orelhas e nariz e lhe pediu tudo o que tinha da seguinte forma: "Olha, passa aí tudo o que tiveres rapidamente, que eu tenho pressa". Bom, então realmente deixa-me apressar, pensou ele, para não te atrasar mais. Começou por tirar o dinheiro, depois o telemóvel e por fim o tabaco. Resposta do gunita: "Foda-se, só tens esse dinheiro? Isso assim não quero!E esse telemóvel é uma boa merda. Não sabias ter melhor?". Conclusões: em primeiro lugar, apercebemo-nos que o ditado português "de grão a grão, enche a galinha o papo" passou de moda. Ou tens muito dinheiro, ou então não levo nada. Em segundo lugar: temos de andar com melhores telemóveis, para que os assaltos dos outros valham a pena. Um mau telemóvel é um mau produto, que dificilmente consegue ser escoado nos mercados paralelos. Até os assaltantes já perceberam, porque é que ainda não fizemos nada quanto a isso?
Ora, não é este o tipo de sociedade em que quero viver. Quero voltar ao tempo que me levavam tudo indiscriminadamente, sem preconceito, sem olhar a marcas ou rótulos. Não gosto de ser assaltado, mas a sê-lo, quero que o façam bem. Senhores governantes, olhem bem para o estado deste País.
P.S. O gajo também não levou o tabaco porque tinha deixado de fumar. Haja saúde!
A Sociedade deles...(1)
A pássara despassarada voava de ninho em ninho
Poisava e cantava a canção do lacinho:
Lacinho vai, lacinho sai..
Gravata voa, calcinha cai....
Lacinho vai,lacinho sai
Gravata voa, calcinha cai...
Tudo corria bem, até que a pássara despassarada caiu ao chão e torceu o pescoço.
Moral da estória: não há, porque nunca ninguém viu a pássara despassarada.
Poisava e cantava a canção do lacinho:
Lacinho vai, lacinho sai..
Gravata voa, calcinha cai....
Lacinho vai,lacinho sai
Gravata voa, calcinha cai...
Tudo corria bem, até que a pássara despassarada caiu ao chão e torceu o pescoço.
Moral da estória: não há, porque nunca ninguém viu a pássara despassarada.
De regresso...
De regresso vim
De regresso virei
Não sei que tempo foi
Não sei que tempo terei...
De regresso virei
Não sei que tempo foi
Não sei que tempo terei...
05 Julho 2005
Os cinco sentidos (2)
Procuro e espero encontrar,
algures no tempo e espaço,
o alcance do meu olhar.
Não hesito. Sem embaraço
Disparo,
e se acertar
não páro.
E se falhar
preparo
(novamente) o meu olhar.
Fecho os olhos, acredito
que a dor passe. Não passa.
De súbito percebo e fito
a causa dessa dor. Faça
sempre o que fizer, feche
os olhos à tormenta, deixe
correr o olhar pela vida,
dói o mesmo. E a dor contida
nas trevas da cegueira,
inflingida por cobardia,
dói bem mais do que à beira
daquela que ao menos se via.
algures no tempo e espaço,
o alcance do meu olhar.
Não hesito. Sem embaraço
Disparo,
e se acertar
não páro.
E se falhar
preparo
(novamente) o meu olhar.
Fecho os olhos, acredito
que a dor passe. Não passa.
De súbito percebo e fito
a causa dessa dor. Faça
sempre o que fizer, feche
os olhos à tormenta, deixe
correr o olhar pela vida,
dói o mesmo. E a dor contida
nas trevas da cegueira,
inflingida por cobardia,
dói bem mais do que à beira
daquela que ao menos se via.
09 Junho 2005
Os cinco sentidos (1)
Flores crescem, no jardim
onde outrora corria liberto
um cavalinho de papel. Assim
fosse o mundo: sempre aberto
à poesia com odor de jasmim
que me acompanha. É certo
que podia cheirar um tanto
menos, não ser tão forte.
Assim vai o meu pranto,
o meu triste fado, má sorte.
Procuro o belo, o encanto
de um texto, sem que comporte
a sempre presente (todavia
excessiva) brisa, que sem fim
me atormenta, noite e dia:
Este horrendo fedor a jasmim.
Eins a "cheirá-lo"
onde outrora corria liberto
um cavalinho de papel. Assim
fosse o mundo: sempre aberto
à poesia com odor de jasmim
que me acompanha. É certo
que podia cheirar um tanto
menos, não ser tão forte.
Assim vai o meu pranto,
o meu triste fado, má sorte.
Procuro o belo, o encanto
de um texto, sem que comporte
a sempre presente (todavia
excessiva) brisa, que sem fim
me atormenta, noite e dia:
Este horrendo fedor a jasmim.
Eins a "cheirá-lo"
08 Junho 2005
A Janela
Abri uma janela, e espreitei.
Lá fora, no frio, natureza morta.
O degredo era tal, que só pensei:
"Antes tivesse aberto uma porta!"
(poema da minha autoria, quiçá ridiculismo® do virar do milénio...)
Lá fora, no frio, natureza morta.
O degredo era tal, que só pensei:
"Antes tivesse aberto uma porta!"
(poema da minha autoria, quiçá ridiculismo® do virar do milénio...)